Um Meditador Atrai Obstáculos Demoníacos
- Blog - sakyabrasil

- há 1 dia
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À medida que se compreende melhor esses obstáculos, deixa-se de culpar o clima, a comida em excesso ou a fome. Normalmente, buscamos razões externas; agora, o praticante percebe os obstáculos em um nível mais sutil. Considere o desejo por comida, por exemplo: forças demoníacas frequentemente atacam o ponto mais fraco do praticante — aparecendo como comida para nos tentar ou como pessoas para nos afastar da prática. É claro que as pessoas em si não são demônios, mas, às vezes, demônios se infiltram na mente. Você já sentiu que “não era mais você mesmo”, como se alguma força o estivesse controlando? Quando alimentamos pensamentos negativos, demônios nos auxiliam — estes são chamados de Mara; “Mara” significa “matar”: eles matam a consciência e nos fazem fazer o que não faríamos de outra forma. Quando reconhecemos os obstáculos ao longo do caminho, deixamos de culpar coisas específicas. Reconhecemos nossos próprios pontos fracos e aceitamos nosso nível atual. Se pensarmos negativamente, certamente atrairemos energias negativas — incluindo acidentes e infortúnios; o pensamento positivo, por outro lado, atrai o milagroso. Em certas práticas de meditação, a visualização nos permite comunicar com os Budas.
Após retornar de longos retiros, devemos nos esforçar para manter uma nova perspectiva sobre os outros. Podemos nos tornar completamente inofensivos enquanto vivemos sozinhos em uma pequena cabana, sem contato com ninguém. Mas o que acontece quando saímos? Um tigre confinado em uma jaula é inofensivo — mas e se ele escapar? O desafio para os praticantes é aprender a considerar as falhas dos outros tão úteis quanto as suas próprias. Quando isso for alcançado, não mais guardaremos ressentimento contra "pessoas difíceis" — pois, no fim, elas estão nos ajudando a aprender. Podemos seguir o que o Buda fez sob a árvore Bodhi quando subjugou as hostes de Mara. Somente ao conquistar Mara Ele alcançou a vitória. Para vencer, devemos derrotar os oponentes mais fortes — ou seja, nossa percepção das falhas alheias. Devemos "bater" a manteiga do despertar a partir do "leite" de nossos problemas.
Na verdade, às vezes precisamos de críticas — elas nos testam. Se mesmo uma pequena crítica nos desanima, isso demonstra que somos praticantes superficiais. A crítica é uma oportunidade maravilhosa para cultivar a fé. Se nos sentimos desanimados, é porque ainda estamos apegados a formas e conceitos mundanos, em vez de conectados ao profundo significado interior do Dharma.
(Trecho do texto doutrinário Lamdre — A Aurora da Iluminação.)

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